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segunda-feira, 3 de junho de 2013
Antídoto contra a manipulação da realidade pela mídia
Perguntei a Marilena Chauí qual o antídoto contra a manipulação da realidade processada cotidianamente pela mídia. A resposta abaixo foi o início da conversa com uma das mentes mais lúcidas deste nosso Brasil:
"Eu creio que a imunização pode ocorrer em duas situações. Uma é aquela na qual o grau da enganação por parte dos meios de comunicação ultrapassa o limite da contradição. Então entre o que eles inventam e a realidade cotidiana há uma contradição tão profunda que você passa a não acreditar na comunicação. Essa é uma possibilidade e a gente já viu coisas acontecerem nesta linha. Na segunda guerra do Golfo, isto ficou evidente. É o ponto em que a mídia ultrapassa o limite no qual ela poderia conter a contradição entre ela e a realidade. Quando ela ultrapassa esse limite, ela é vencida".
A entrevista completa está em: http://criticadaespecie.com/
Caio Teixeira - Jornalista
segunda-feira, 8 de abril de 2013
O jornalista, a cruz e a espada
Nesta semana comemoramos o dia do jornalista. Entre felicitações e votos de uma vida repleta de pautas, coberturas, fatos e notícias, uma pergunta não sai do pensamento: dada as reflexões democratizantes sobre os oligopólios midiáticos, como deve localizar-se esse profissional que tem na ética e na liberdade de expressão do pensamento seus principais pressupostos num mundo regido pelo capital financeiro?
É fato que não temos uma resposta pronta. Por um lado, é preciso complacência com a classe trabalhadora, entendendo que é complexo sobreviver do próprio trabalho em meio à selva capitalista contemporânea. No entanto, nada fácil é entender que nós, jornalistas, ao termos uma profissão essencialmente ligada a um direito constitucional, nos submetamos a certos ditames por condições estritamente particulares.
Ainda que submetidos às leis do mercado, seja para morar, comer ou até rezar, é responsabilidade do jornalista não calar-se frente ao objeto do seu trabalho, a informação. O texto, a versão do fato e a análise não são apenas produtos do trabalho. Para produzi-los, o jornalista dispõe de informação, tê-la requer privilégios. E isso é hegemonizar, isso é concentrar poder. E quanto menos clareza e responsabilidade sobre a informação, mais se cerceia o povo de seus direitos. E assim, seguimos omissos, mantendo as coisas todas em ordem. Na ordem que serve a poucos em detrimento de muitos.
Na semana anterior, a vitória da Rede Globo sobre o jornalista Azenha, do blog Viomundo, deixa perplexo quem não se convence com Willians e Fátimas. E, de novo, seguimos impotentes. O questionamento demite. O exercício da liberdade de opinião é passível de processo. E processa mais quem tem poder financeiro e controle da caneta da justiça. Une-se a isso o poder da última versão, única e massiva. O final feliz é para poucos.
E a pergunta do início ainda está aqui, latejando na mente e no coração. O jornalista e o oligopólio podem conviver harmonicamente? Parece-me que uma profissão, por essência transformadora, não poderia conviver com o atrasado e imutável. Poderia? Então, ela já não é mais a mesma.
Clarissa Peixoto - Jornalista
É fato que não temos uma resposta pronta. Por um lado, é preciso complacência com a classe trabalhadora, entendendo que é complexo sobreviver do próprio trabalho em meio à selva capitalista contemporânea. No entanto, nada fácil é entender que nós, jornalistas, ao termos uma profissão essencialmente ligada a um direito constitucional, nos submetamos a certos ditames por condições estritamente particulares.
Ainda que submetidos às leis do mercado, seja para morar, comer ou até rezar, é responsabilidade do jornalista não calar-se frente ao objeto do seu trabalho, a informação. O texto, a versão do fato e a análise não são apenas produtos do trabalho. Para produzi-los, o jornalista dispõe de informação, tê-la requer privilégios. E isso é hegemonizar, isso é concentrar poder. E quanto menos clareza e responsabilidade sobre a informação, mais se cerceia o povo de seus direitos. E assim, seguimos omissos, mantendo as coisas todas em ordem. Na ordem que serve a poucos em detrimento de muitos.
Na semana anterior, a vitória da Rede Globo sobre o jornalista Azenha, do blog Viomundo, deixa perplexo quem não se convence com Willians e Fátimas. E, de novo, seguimos impotentes. O questionamento demite. O exercício da liberdade de opinião é passível de processo. E processa mais quem tem poder financeiro e controle da caneta da justiça. Une-se a isso o poder da última versão, única e massiva. O final feliz é para poucos.
E a pergunta do início ainda está aqui, latejando na mente e no coração. O jornalista e o oligopólio podem conviver harmonicamente? Parece-me que uma profissão, por essência transformadora, não poderia conviver com o atrasado e imutável. Poderia? Então, ela já não é mais a mesma.
Clarissa Peixoto - Jornalista
quarta-feira, 6 de março de 2013
“Vá chafurdar no lixo”
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Joaquim Barbosa mandou o jornalista Felipe Recondo (O Estado de S. Paulo) “chafurdar no lixo” na saída da sessão do CNJ na tarde desta terça-feira. A ordem ao jornalista foi a resposta a uma pergunta feita por Recondo. Depois de uma breve discussão Barbosa dirigiu-se aos elevadores, mas no meio do caminho ainda esbravejou: “Palhaço”. A Secretaria de Comunicação do Supremo publicou nota desculpando-se. O texto informa que Barbosa sentia dores e que a agenda do Conselho foi muito intensa. (Com informações do Consultor Jurídico)
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