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terça-feira, 2 de julho de 2013

E toda aquela gente na rua?


Vimos nas últimas semanas uma massa de gente nas ruas. Misturadas, politizadas, acríticas, diferentes e uma coisa só. Protestos marcadamente "ordeiros". Influenciados pela mídia que os concebeu como vandalismo e depois como atos de cidadania. Espontaneamente conduzidos, pautados por política e indicativo de alguma coisa que (não) ousamos a determinar. Da pauta consistente ao esvaziamento do pensamento democrático, o movimento sofreu rápidas transformações, tomou corpo e começa a definhar.

Articuladas conscientemente pelo MPL, as manifestações pela redução das tarifas do transporte público tomaram proporções impensadas para atos políticos organizados nos últimos dez anos. Da pauta exclusiva outras apareceram. De toda a ordem, de toda a natureza. Do fascismo ao socialismo. Da mais retrógrada à mais avançada. Infelizmente, nem toda a população está tomada de politização consciente, mas tê-la nas ruas é sinal de que há uma lacuna na disputa de ideias e não temos o direito de deixá-la por fazer.

Penso que nesses últimos anos o Brasil melhorou. Ter mais gente na universidade, ter mais gente na classe média, ter pessoas com mais acesso às coisas é bastante importante. Quando se quer dois, um é a metade e isso é estar em movimento, sair do lugar. Poderia descrever quanto a minha própria vida mudou, comparar por exemplo como uma jovem filha de professora acessa à universidade em 2013 e o conjunto de possibilidade que ela tem em medida das que eu tive em 2002. Tudo isso é excelente, mas a história não é estanque e o que queremos é ainda muito mais. Se quer tem nome, diz a poetiza.

O fato de havermos avançado não pode ser motivo para pensarmos que já chegamos ao fim. Ainda há miséria, ainda há a exploração do homem pelo homem. A história nos impele a caminhar. Cabe a nós conduzi-la para frente e para o avanço. E isso só será possível com ação consciente, constituída a partir do debate de ideias para além do momentâneo.

Se há erro em nossa atuação nos últimos anos, ele se materializa em nossa dificuldade de, em paralelo às imprescindíveis análises conjunturais, imprimirmos claramente nossa concepção. As ações imediatas só se justificam dentro de perspectiva perene, em que pautamos o avanço desse para um outro modelo de sociedade, discussão da qual não podemos nos furtar.
 
O relatório, os comparativos e os debates imediatos são fundamentais para consolidarmos um posicionamento político, mas é no debate de ideias, de concepções, que garantimos o entendimento do porque seguir esse ou aquele caminho. Se tem um sinal que esse povo nas ruas nos dá é que quer saber para onde ir, que procura uma perspectiva que justifique essa ou aquela ação. E cabe a nós, que pretendemos chegar a determinado lugar, mostrar esse caminho. Com humildade, mas muita efervescência.

Nesse ponto, vejo que duas coisas são muito importantes. A primeira é paciência, a hegemonia do pensamento fragmentado está fortemente constituída entre nós. Nossas práticas a refletem, afinal não contemos o mundo, estamos contidos nele. Portanto, nosso pensamento ainda está em defensiva e nós mesmos, na prática, não o reproduzimos, atuamos conforme as características do pensamento hegemônico. Veja como é difícil travar a luta de ideias. Muitas vezes nossas ações nos contradizem.

Convencimento fraterno é a segunda necessidade. Como já disse este texto, não nos basta apresentar relatórios e comparativos da realidade brasileira se queremos ganhar corações e mentes. É preciso politizar, é preciso apresentar o fundo das relações. E são coisas que se fazem transversalmente. Convencimento, da figura e do fundo. Com humildade. Coragem, luta, obstinação caminham com ela. Humildade não é sinônimo de subserviência, é capacidade de diálogo.

Essa gente bonita na rua traz para a cena um pouco de tudo, como a janela aberta por onde entra o ar puro e uma leva grande de insetos. O fascismo e o atraso das palavras devem ser combatidos, mas é preponderante atuar sobre a realidade escancarada, sem rejeitá-la. A mim, as pessoas nas ruas são reflexos de que o povo quer mais. A pergunta que se impõe: o que diremos nós a ele?
 
Clarissa Peixoto - Jornalista

Imagem: Portal de Notícias UOL

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Antídoto contra a manipulação da realidade pela mídia


Perguntei a Marilena Chauí qual o antídoto contra a manipulação da realidade processada cotidianamente pela mídia. A resposta abaixo foi o início da conversa com uma das mentes mais lúcidas deste nosso Brasil:

 "Eu creio que a imunização pode ocorrer em duas situações. Uma é aquela na qual o grau da enganação por parte dos meios de comunicação ultrapassa o limite da contradição. Então entre o que eles inventam e a realidade cotidiana há uma contradição tão profunda que você passa a não acreditar na comunicação. Essa é uma possibilidade e a gente já viu coisas acontecerem nesta linha. Na segunda guerra do Golfo, isto ficou evidente. É o ponto em que a mídia ultrapassa o limite no qual ela poderia conter a contradição entre ela e a realidade. Quando ela ultrapassa esse limite, ela é vencida".

A entrevista completa está em:  http://criticadaespecie.com/

Caio Teixeira - Jornalista

domingo, 2 de junho de 2013

Fenaj se une a Paulo Bernardo para sabotar projeto de regulação da mídia

O Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas-Fenaj, Celso Schöeder publicou artigo condenando a campanha de coleta de assinaturas por um projeto de lei de iniciativa popular lançado no último dia do trabalho pelo Fórum nacional Pela Democratização da Comunicação e grande número de entidades.

Schöeder sustenta que o assunto é importante e que precisa ser melhor discutido com base nas deliberações da conferência da comunicação de 2009. Ele está certo. O assunto precisa ser melhor discutido e colocá-lo na pauta do Legislativo com apoio da sociedade, é a melhor forma de fazer essa discussão o mais ampla possível.

A direção da federação está preocupada porque Fenaj não está sendo protagonista da luta pelo marco regulatório. Eles controlavam o FNDC para não fazer nada e foram tirados da cadeira pelos setores que queriam avançar na luta. Só estavam lá para dizer que ocupavam o “cargo” e colocar no currículo. Ativismo zero. Só politiquinha de conchavo de gabinete com deputado.

Nunca vi chamar mobilização, não vi fazer campanha, acho que não vi nem o assunto pautado nos boletins da Fenaj com a importância que o tema tem e que Schröder parece ter descoberto agora. Falo de muito antes de ser lançado o projeto de lei popular que está sendo a primeira mobilização de massa e instrumento para colocar o assunto em discussão com a sociedade desde que eu ouvi falar do FNDC.

Ah!, dirão alguns, mas quem está na cabeça do FNDC é a CUT e a CUT é governista. Sim, já fez coisas horríveis e pode fazer de novo. Mas qualquer militante mais antigo na estrada terá visto também que a política para a comunicação mudou da CUT e da inércia anterior passou a bater de frente com o governo inculisve em luta aberta com o Paulo Bernardo que não quer nem discutir agora.

Longe de querer defender a CUT, não sou cutista, o FNDC reúne o que há de melhor na luta pela mídia livre no Brasil e a participação da central tem sido consciente e honesta como as das demais entidades e movimentos.

O presidente da Fenaj diz que o assunto deve ser melhor discutido e tem mesmo, todos sabemos. Diz também que a tática correta é pressionar o governo e não fazer abaixo assinado. Está certo pela metade. Temos que pressionar o governo e para que isso aconteça alguém tem que colocar o tema na rua, na pauta da sociedade. O governo já disse que não vai fazer isso. Temos que pressionar o governo. Este é o papel do projeto de iniciativa popular.

Estamos lidando com um governo que tem dado porrada até nos servidores públicos que são muitíssimo mais organizados que os jornalistas e fazem greve todos os anos. Pressão tem que ser pressão pública, pressão com argumento, pressão que coloca o debate político para a sociedade.

Pressão para que o governo envie o projeto do Franklin Martins baseado na Conferência da Comunicação e que está na gaveta da mulher do Paulo Bernardo. A querida Gleise que chorou comovida a morte do dono da Veja semana passada. O que Schröeder propõe? Nada, como sempre.

Fenaj continua morta. Talvez prefira conscientemente dar o prazo que o Paulo Bernardo pediu até depois das eleições presidenciais. Afinal o Schröeder é companheiro de Paulo Bernardo na Articulação Sindical. São gatos do mesmíssimo saco em ideias e em política. Ao condenar o priojeto, o presidente da Fenaj está ajudando Paulo Bernardo a acabar com qualquer mobilização que possa pautar o tema na sociedade com força, antes da eleição, objetivo do governo e dos donos da mídia.

A proposta de conseguir as assinaturas é prá valer. Todas as entidades e movimentos que há anos lutam por uma midia livre estão envolvidos e é só gente séria. Muitos desses lutadores estão lado a lado no movimento de oposição à direção da Fenaj.

A campanha das assinaturas é sair do marasmo com a política correta: se a Dilma não pauta, o povo pauta. Não nos queixamos sempre da falta de participação popular nesta democracia representativa fajuta? Pois estamos usando uma das poucas armas institucionais que temos e para a qual nunca demos muita atenção.

A direita Venezuelana tentou derrubar o Chavez com um projeto de iniciativa popular: a convocação pelo povo de um plebiscito revogatório. Pena que não tem aqui. Não para derrubar este ou aquele, mas para que quem esteja no poder saiba que precisa andar ao lado do povo. É uma arma poderosa que pode ser usada para politizar e organizar a sociedade. Muito mais que reuniões de sábios iluminados em gabinetes de Brasília, se é que isto vem sendo feito pela Fenaj.

Quem verdadeiramente defende a luta pela democratiuzação da comunicação sabe que sem pressão nada muda.

A posição retrógrada da Fenaj só atende os interesses dos que querem adiar o debate sobre marco regulatório, no caso o governo e os milionários empresários da comunicação.

A hora de mobilizar para avançar é agora, antes das eleições para que o povo possa ver quem está do lado da mídia corrupta e quem quer democratizar a comunicação. Esta posição tem que ser denunciada e enfrentada. Que se desmascarem já.

Caio Teixeira - Jornalista

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Imprensa Vigilante, sociedade em marcha e as pombas no balaio

Maior demonstração não há de que, para o Poder, pouco importa imprensa, cidadão ou entidade e organização vigilantes. 

Na página 8 do Diário Catarinense de 20 de Maio, numa daquelas famosas matérias para alisar egos, o DC diz que a RBS produzirá série sobre o Pacto por Santa Catarina. 

Primeira, é ela falando dela mesma. Segundo: o pacto por Santa Catarina é obra do atual governador com o seu governo. 

Quem nasceu na Coxilha Rica prefere ver turista passeando em cavalinhos em lugar de convocar o morador do andar de baixo para um tal “governo participativo”. Mofas com a pomba no balaio, povo!

A matéria do DC, cujo título diz que a RBS produz a série, já de cara informa no lide que o RBS Notícias exibe nesta semana... Bom, produzir vem antes de exibir, suspeita-se. E o leitor que se dane. 

O lide explicita que a série se dá pelo um ano do anúncio do Pacto e que as reportagens registram o que está acontecendo em todas as regiões do Estado (até mesmo em Maracajá, Turvo e Paial? Duvido).

A primeira matéria da série, no caso apresentada dia 20 de Maio pela RBS TV, mesma data em que o título da matéria do DC afirmava que a série seria produzida, traz um fato que é digno de estar logo nas primeiras linhas porque, da técnica jornalística é realçar de pronto a importância do morto, ou o número de mortos. 

Pois não é que a primeira matéria da RBS TV exibiu “os avanços em Infraestrutura”, conforme o texto original, “onde...” (sic) – onde? Lugar? 85% das ordens de serviço já foram assinadas!!!

Dois anos e meio de governo, um ano de Pacto e o governador já assinou 85% das ordens de serviço!!!  Não foi trabalho demais, não? Depois desta comovente notícia que afeta a vida de todos nós, catarinenses, resta perguntar se ele conseguirá assinar as outras 15% de ordens de serviço faltantes antes de começar a cata por votos para a próxima eleição...! E a pomba, no balaio, a mofar!

Como não poderia deixar de ser, a matéria da RBS TV, conta o DC, também afirma que há motivo pelo qual o Pacto não anda e os gargalos que não se desfazem. O jornal não apresenta os tais problemas. O leitor que se vire e a pomba que se empombe. 

No dia 21, relata o jornal, a RBS apresentaria matéria sobre um tal Regime Diferenciado de Contratações. A ideia deste Regime é que o governo possa “driblar” (sim, isso mesmo, foi esse o termo utilizado) a burocracia para que as obras saiam do papel. 

A abertura de 3 mil vagas no sistema prisional seria uma das soluções viáveis pelo Regime Diferenciado. A matéria também  não explica como.

A matéria do DC avança com precisão, afirmando que quarta-feira, dia 22, serão abordados os desafios que o programa (o Pacto) enfrenta nos próximos meses.


Pois bem: a matéria ilustra algumas inutilidades. Uma delas, a da falta de coisa real na própria matéria. A outra, que este governo da Coxilha Rica assina ordens de serviço a rodo e tem imaginação para driblar a burocracia (deve ser a própria burocracia, ou seria a do Tribunal de Contas?). 

 Enfim, que nos próximos meses seremos bem informados sobre o Pacto. Será? A partir pela demonstração, acho que não. 

Afinal de contas não se deve usar tantos “pode”, “deve”, “vai” e quetais em texto jornalístico. 

Ou será que a Imprensa Vigilante só tem um olho, e justo e coincidentemente aquele que agrada apenas ao governo...

Rubens Lunge - Jornalista

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Pequena investigação em azul sobre a República RBS - Parte I

Eu lia o livro que pretensamente guia o oligopólio da comunicação da República Rede Brasil-Sul. O momento é propício. Respira-se eleição. Afinam-se os sentidos. Opiniões divergem.

Fiz alguns recortes do texto apenas com o intuito de compará-lo com ele mesmo. Encontrar contradições também é papel de jornalista. Acho que ainda ensinam isso nos cursos de jornalismo. 

Desde a publicação das intenções da RBS, em 2011, nunca li que alguém as tenha criticado. Será que as escolas de comunicação propõem a leitura crítica? Ou esse é mais um material da Cátedra RBS empurrado aos acadêmicos do Jornalismo da UFSC? Proponho uma cátedra dos trabalhadores jornalistas do oligopólio na UFSC já sabendo que não me levarão a sério. Séria é a RBS.

Mas vamos lá. Minhas observações ao texto da RBS estão em azul

O Grupo RBS (há tantas empresas no Grupo que seria necessário muito tempo para dizê-las. Resumamos: todos os maiores jornais impressos, portais de notícia na internet, emissoras de TV e de rádio, além de outros “negócios” do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Entre aqui para saber mais) “considera a liberdade de informação uma conquista inerente às democracias (quantas democracias será que existem? Engraçado: como a RBS se virou no tempo da ditadura militar brasileira? Defendeu ardorosamente qual democracia? A dos militares ou a do povo? Ou a democracia do “dindim”) e propugna seu uso responsável (muito bem! Uso responsável sob qual ponto de vista? Da empresa? Do governo? Das tais democracias? Do Judiciário? ou depende quem me financia?), com o sentido de contribuir para o aperfeiçoamento do ser humano, dos sistemas políticos e das sociedades.

O Grupo RBS defende a democracia (viram só? Agora é uma. O que será que foi feito das demais democracias?) e a liberdade, e se opõe a qualquer tipo de preconceito e discriminação. O direito à informação livre é uma cláusula pétrea da Constituição brasileira.

Considerando a liberdade do público (ah!, tá. Contrariando tudo o que se sabe, agora só tem um público.... e várias democracias...) de selecionar os conteúdos que deseja, a RBS valoriza a autorregulamentação da atividade jornalística (não entendi. A autorregulamentação da atividade - leio exercício profissional – jornalística tem a ver o quê com as preferências dos públicos? Isso, não sei, mas sei que a UFSC deve acabar logo com a tal Cátedra. Porque está mais do que claro que o oligopólio da República RBS quer as empresas regulando a atividade jornalística e não precisa mais da Cátedra. E muito menos dos formados no curso!) e condena todas as formas e tentativas de controle e censura à informação (dizem os psicanalistas que se põe pra fora o que vai por dentro. A RBS controla quando corta informações das matérias, e produz os cenários de suas matérias na TV, por exemplo, e censura a informação quando o assunto, importante para um dos públicos, nunca é visto nos meios de comunicação). Os veículos da RBS se empenham em promover a interatividade com seus públicos e em oferecer pluralidade nas opiniões e as diferentes versões dos fatos.

A RBS defende a livre-iniciativa (juro que eu não sabia! Acho que deveria estar escrito abaixo dos nomes dos jornais e ser dito a cada minuto na TV e rádio. Os públicos socialista, comunista, anarquista, ativista social, o público que é só do contra e o público contra o capitalismo, e outros públicos mais, deveriam ser informados, não sabe?) e o direito de empreender, e apoia na sua linha de opinião uma postura íntegra dos cidadãos (isso é um julgamento, e pode ser preconceituoso! Como tudo, a RBS diz uma coisa mas quer dizer outra. Enfim, não esclarece, mas o efeito da frase entorpece!), estejam eles vinculados a atividades públicas, privadas ou a instituições da sociedade civil. Neste sentido, condena o desrespeito às leis e promove as regras de convívio social (A primeira regra para o convívio social é o sujeito dizer o que é, apresentar-se, anunciar o que defende, não apenas no guia ou no manual, não é mesmo?).

Não perca o Capítulo II, em breve.

Rubens Lunge - Jornalista e Escritor

terça-feira, 26 de junho de 2012

Levante sua voz - A Verdadeira história da mídia brasileira

Levante sua voz - A Verdadeira história da mídia brasileira é um vídeo produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung que remonta o curta ILHA DAS FLORES de Jorge Furtado com a temática do direito à comunicação. A obra faz um retrato da concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.


Levante sua voz - A Verdadeira história da mídia brasileira
Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman
Produção executiva e produção de elenco: Daniele Ricieri
Direção de Fotografia e câmera: Thomas Miguez
Direção de Arte: Anna Luiza Marques
Produção de Locação: Diogo Moyses
Produção de Arte: Bia Barbosa
Pesquisa de imagens: Miriam Duenhas
Pesquisa de vídeos: Natália Rodrigues
Animações: Pedro Ekman
Voz: José Rubens Chachá

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Encontro de Blogueiros em Salvador será palco de audiência pública sobre Marco Civil da Internet

O III Encontro Nacional de Blogueiros, que ocorre em Salvador (BA), entre os dias 25 e 27 de maio, será palco de uma das diversas audiências públicas em torno do Marco Civil da Internet, documento que deverá balizar a discussão de todos os temas relacionados à Internet no país. No dia 26, às 14h30, debatedores e deputados discutirão Liberdade de Expressão e Potencial de Inovação da Internet.

Participam da discussão Renata Mielli, do Centro de Estudos Barão de Itararé, e Sérgio Amadeu da Silveira, professor da Universidade Federal do ABC e representante da sociedade civil no Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), e também os pesquisadores André Lemos e Wilson Gomes, ambos da Universidade Federal da Bahia, e Ricardo Luzbel, presidente da Associação Baiana de Jornalismo Digital (ABJD) e diretor da Associação Baiana de Imprensa (ABI).

Os deputados Alessandro Molon (PT-RJ), João Arruda (PMDB-PR) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ), membros da comissão formada na Câmara para discutir o tema, além do deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA), também têm presença confirmada.

A audiência, parte de uma série de debates que vem sendo realizada em diversos estados brasileiros, ocorrerá no próprio local do III BlogProg – o Hotel Sol Bahia (Rua Manuel Antônio Galvão, 1075, Patamares).

Como tem acontecido em todos os debates e seminários em torno da matéria, a audiência terá transmissão ao vivo pelo Portal e-Democracia, da Câmara dos Deputados. Todos os cidadãos poderão assistir e participar do bate-papo em tempo real, durante o evento, enviando sugestões e questionamentos.

Fonte: Centro de Estudos Barão de Itararé

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Barão de Itararé: dois anos de luta unitária pela democratização da blogosfera

Neste 18 de maio, o Centro de Estudos Barão de Itararé completa 2 anos de existência. Fundado em 14 de maio de 2010, o Centro de Estudos Barão de Itararé reúne jornalistas, blogueiros, acadêmicos, ativistas da jornada pela democratização da comunicação e lutadores dos movimentos sociais.
Entre seus objetivos, a entidade decidiu participar da luta unitária pela democratização da comunicação, fortalecer as mídias alternativas e investir na formação de novos comunicadores.
No essencial, o Barão cumpriu seus objetivos. A entidade priorizou a mobilização da blogosfera, ajudando a organizar três encontros nacionais e um mundial dos famosos “blogueiros sujos”; integra a executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC); participa da campanha “Banda Larga é um direito seu”; está engajada na batalha contra a privataria da TV Cultura; e tem agendados vários cursos, ciclos de debates e seminários.

Ainda há muito o que fazer. Mas agora é hora de festejar e agradecer a todos os que têm ajudado nesta empreitada, em especial aos que toparam participar da diretoria e dos conselhos do Barão de Itararé. Fonte: Blog do Miro

Diretoria do Centro de Estudos Barão de Itararé

Presidente – Altamiro Borges
Secretária geral – Renata Mielli
Diretora de Finanças e planejamento – Danielle Penha
Diretora de Estudos e Pesquisas – Rita Casaro
Diretor de Comunicação – Rodrigo Vianna
Diretor de Formação – Igor Fuser
Diretora de Políticas Públicas – Márcia Quintanilha

Conselho Fiscal

Luana Bonone
Eduardo Navarro
Vandré Fernandes

Suplentes do Conselho Fiscal

Guiomar Prates
Madalena Guasco
Márcia Nestardo

Conselho Consultivo do Barão de Itararé

André Vitral – UNE
Adalberto Monteiro – Fundação Mauricio Grabois
Audálio Dantas – jornalista
Bartíria Costa – Conam
Beto Almeida – Telesur
Breno Altman – Opera Mundi
Carlos Lopes – Jornal Hora do Povo
Daniel Castro – Ipea
Denis de Moraes – Universidade Federal Fluminense
Dennis de Oliveira – USP
Edivaldo Farias ( Didi) – ABCCom – Associação Brasileira de TV’s Comunitárias
Edson França – Unegro
Eduardo Guimarães – Blog Cidadania
Emir Sader – Sociólogo
Fábio Konder Comparato – Jurista
Fernando Morais – Escritor
Gilberto Maringoni – Faculdade Cásper Libero e Ipea
Gilson Caroni – Faculdades Integradas Hélio Alonso
Gualberto Costa – Associação Brasileira de Cartunistas
Hermano Alegri – Portal Adital
Igor Felippe – assessoria de imprensa do MST
João Brant – Intervozes
João Franzim – Agência Sindical
João Guilherme Vargas Neto – consultor sindical
Joaquim Palhares – Carta Maior
José Augusto Oliveira (Guto) – Federação Nacional dos Jornalistas
José de Abreu – Ator
José Reinaldo de Carvalho – Portal Vermelho
José Soter – Associação Brasileira de Rádios Comunitárias – Abraço
Laurindo Lalo Leal Filho – professor da Universidade de São Paulo
Leandro Fortes – Carta Capital
Leonardo Severo – assessoria de imprensa da CUT
Lúcia Stumpf – Coordenação dos Movimentos Sociais
Luis Fernando Verissimo – Escritor
Luis Nassif – jornalista
Luiz Carlos Azenha –blog Viomundo
Marcos Dantas – professor da UFRJ
Maria Inês Nassif – Carta Maior
Mauricio Dias – Carta Capital
Mouzar Benedito – Escritor
Nascimento Silva – Fitert
Natália Vianna – Agência Pública
Nilmário Miranda – Fundação Perseu Abramo
Nilton Viana – Jornal Brasil de Fato
Orlando Guilhon – Associação Brasileira de Rádios Públicas
Oswaldo Colibri – Rádio Brasil Atual
Paulo Salvador – Revista do Brasil
Percival Henriques – Associação Nacional de Inclusão Digital (Anid)
Rachel Moreno – Mulher e Mídia
Regina Lima – Associação Brasileira de TVs Públicas, Educativas e Culturais (Abepec)
Renato Rovai – Revista Fórum
Rita Freire – Ciranda
Rodrigo Savazoni – Cultura Digital
Ronaldo de Moura – assessoria de comunicação da Contag
Sérgio Amadeu - Conselho Gestor da Internet no Brasil
Sérgio Gomes – Oboré
Socorro Gomes – Cebrapaz
Sylvio Michelli – Federação dos Servidores Públicos
Teresa Cruvinel – jornalista
Venício Lima – pesquisador da Universidade de Brasília
Vito Giannotti – Núcleo Piratininga de Comunicação
Wagner Nabuco – Revista Caros Amigos

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Comissão da Verdade deve analisar o Estado

A Comissão da Verdade nomeada pela presidenta Dilma Roussef iniciou a sua carreira esta semana com a divulgação de uma contradição interna, apresentada especialmente pelos oligopólios dos meios de comunicação nas capas dos jornalões e em matérias de TV.

De um lado, um ex-ministro do governo FHC afirmando que todos serão investigados. De outro, a ex-advogada da agora presidenta Dilma quando ela foi presa pelo regime militar, afirmando que quem defendeu a liberdade não pode ser acusado.

A razão é mais funda e antiga do que os panos quentes que alguns querem passar no que seja o papel da Comissão. Querer colocar a resistência à ditadura brasileira no banco dos réus é propor o mesmo para as resistências francesa e italiana quando do domínio fascista e nazista.

Tanto lá como aqui, o Direito foi usurpado e a Justiça colocada a serviço da ditadura. É pacífico a todos que diante da opressão a resistência é um direito, ou não existiria a figura da legítima defesa!

O Estado brasileiro pode recontar a recente ditadura militar. Não pode é forçar a barra e acreditar que a guerrilha do Araguaia e outros atos insurgentes ocorreriam sem a mola propulsora, que foi a usurpação dos Poderes por uma parcela da caserna interessada em estabelecer o pensamento único a ferro, fogo, cadeia, tortura e perseguição.

A Comissão da Verdade, compreende-se, só existe porque o governo brasileiro tem o desejo de reconhecer os erros do Poder e pedir desculpas à Nação. Não poderia fazê-lo, portanto, em nome de quem combateu a sua agressiva e desumana intervenção.

O canal do debate sobre o que vai investigar a Comissão da Verdade, os oligopólios de comunicação, também tem sentido: não foram os empresários deste segmento que legitimaram a ditadura brasileira?

Rubens Lunge - Jornalista e escritor

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A opinião do jornalismo sem-vergonha!

Parte do trading (para usar uma expressão de colegas pseudo-jornalistas, vendedores de pauta, por troca de favor, medalha ou dinheiro) da mídia vociferou ontem (10) e saiu para o ataque contra blogueiros, petistas e ... a ampla liberdade de expressão e de opinião! É claro, para defender a Veja e suas estranhas relações com aquelas pautas (eram só pautas, mesmo, uma tentativa de golpe?) de Goiás.

Mas, ué!, me perguntei, caindo do penico: não eram estes mesmos, esta fatia imperiosa do PIB da (multi) mídia nacional que a cada hora faz repicar o sino da ampla liberdade de expressão e de opinião?

Que vergonha, sete famílias brasileiras donas dos maiores (multi)meios de comunicação mantidos pelas tetas de prefeituras, câmaras de vereadores, governos estaduais, assembleias legislativas, e todo o poder de fogo que vem do cofre do governo central.

Que vergonha, associados conhecidos e ocultos da Participações S.A.! Que vergonha, quatrocentões do Brasil! (sobre quatrocentões, Alysson Mascaro, que escreveu A Filosofia do Direito, tem uma ideia muito boa, que ouvi no debate Por que o Poder Judiciário está na berlinda, no SINJUSC, dia 20 passado: estes têm mais discurso e pompa para dizer aos outros que são os legítimos donos de terras no Brasil. Só porque roubaram primeiro!).

Os cães de guarda do capital guardaram os latidos e passaram para a segunda etapa: começaram a mostrar os dentes! Não estranhem se aquelas velhinhas do interior nascerem novamente, já velhinhas, para ganhar espaços e espaços nas linhas desta midiota!
Autor: Rubens Lunge - Jornalista e escritor (um dia, quero ser gari!)

terça-feira, 8 de maio de 2012

Programação do 3º Encontro Nacional de Blogueiros Confirmada

Na reta final para o III Encontro Nacional de Blogueiros, que ocorrerá nos dias 25, 26 e 27 de maio em Salvador (BA), 279 ativistas digitais de todo o país já se inscreveram no sítio do Centro de Estudos Barão de Itararé.

A meta é atingir 400 participantes. Toda a estrutura do evento está montada. Graças aos vários apoios, foi possível garantir hospedagem e alimentação aos inscritos. O III BlogProg será feito no Hotel Sol Bahia (Rua Manuel Antônio Galvão, 1075, Patamares, a 12 quilômetros do aeroporto).

Conforme definido pela comissão nacional organizadora, o III BlogProg terá dois eixos básicos: a defesa da liberdade de expressão e da blogosfera, alvo de intensos ataques no último período; e a luta pela democratização da comunicação, com a deflagração de um debate democrático na sociedade sobre o novo marco regulatório do setor. Com base nestas premissas e a partir de inúmeras sugestões, também já foi fechada a programação oficial do encontro.
Programação final do III BlogProg

25 de maio, sexta-feira
15 horas – Reunião da comissão nacional organizadora;
17 horas – Início do credenciamento
18 horas – Abertura do III BlogProg e ato político em defesa da blogosfera e da liberdade de expressão;
19 horas – Debate: Nas redes e nas ruas pela democratização da comunicação
- Franklin Martins – ex-ministro da Secretaria de Comunicação do governo Lula;
- Emiliano José – Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação (Frentecom);
- Rosane Bertotti – coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC);
- Robinson Almeida – secretário de Comunicação Social do Governo da Bahia;
- Barbara Lopes – Blogueiras feministas;

26 de maio, sábado
9 horas – Em defesa da blogosfera e da liberdade expressão:
– Paulo Henrique Amorim (SP);
– Lucio Flavio Pinto (PA);
– Emílio Gusmão (BA);
– Esmael Moraes (PR);
11 horas – Mídia e blogosfera: experiências internacionais:
– Ignácio Ramonet (Le Monde Diplomatique – França);
– Andres Thomas Conteris (Democracy Now e Ocuppy Wall Street – EUA);
– Osvaldo Leon (Agência Latinoamericana de Informação – Equador);
– Iroel Sanchez (Blog La Pupila Insomne – Cuba);
14h30 – Mesas autogestionadas simultâneas
1- A batalha pelo marco civil da internet (responsável: Renata Mielli)
– João Arruda (deputado federal do PMDB/PR e presidente da comissão que analisa o projeto);
– Jandira Feghali (deputada federal do PCdoB/RJ e integrante da comissão)
– Sérgio Amadeu (integrante do Comitê Gestor da Internet);
– Renata Mielli (diretora do Centro de Estudos Barão de Itararé);
2- Estado laico, religião e diversidade na mídia (responsável: Daniel Dantas Lemos):
– Keila Simpson – presidente do conselho Nacional LGBT; – Pastor Marcos Dornel;
– Jean Wyllys – deputado federal do PSOL/RJ;
- Pastor Marcos Monteiro;
3- Direito de resposta e o novo marco regulatório. (Responsável: Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação)
4- Cobertura política sem sexismo (responsável: blogueiras progressistas);
- Bárbara Lopes;
- Marília Moschkovich;
- Maíra Kubik Mano;
- Tâmara Freire;
5- Liberdade de expressão e direitos humanos (responsável: Tiago Aguiar);
- Adriana Amorim;
- Marcelo Barreto;
- Tiago Aguiar
* Exibição do documentário “Gente de ferro e de flor”
16h30 – Mesas autogestionadas simultâneas
6- A mídia e as eleições na Venezuela (responsável: Igor Felippe):
– João Pedro Stedile (coordenação do MST);
– Maximilien Arvelaiz (embaixador da Venezuela no Brasil);
– Fernando Moraes (Jornalista); – Eric Nepomuceno (Jornalista);
7- A viabilidade de um jornal diário (responsável: Sérgio Telles)
– Paulo Salvador – Rede Brasil Atual;
– Claudia de Abreu – (Sindipetro do Rio de Janeiro);
– Vito Giannotti – Núcleo Piratininga de Comunicação;
- Paulo de Tarso (Federação dos Bancários do Espírito Santo);
8- Oficina prática de WordPress (responsável: Tatiane Pires);
9- Redes sociais e subjetividade (Responsável: Conselho Federal de Psicologia);
- Marilda Castelar (CPF);
- Roseli Goffman (CPF e FNDC).
10- Cinema autogestionado (responsável: Carlos Pronzato);
18 horas – Apresentação e debate sobre Associação de Apoio Jurídico à Blogosfera:
- Rodrigo Sérvulo e Rodrigo Vianna;
19 horas – Lançamento oficial do Blogoosfero –plataforma livre e segura para a blogosfera e redes sociais;
Responsáveis: Fundação Blogoosfero, Colivre, TIE-Brasil e Paraná Blogs;

27 de maio, domingo:
9 horas – Reuniões em grupo – troca de experiência, balanço da blogosfera e desafios futuros;
11 horas – Plenária final – aprovação da Carta de Salvador e eleição da nova comissão nacional;
14 horas – Primeira reunião da comissão nacional eleita.

Prazo final de inscrição
Os interessados em participar do III BlogProg devem acelerar o passo. O prazo de inscrição se encerra no dia 21 de maio. Para inscrever-se, acesse aqui. Todos terão garantido hospedagem e alimentação. Para isto foi fundamental o apoio dos “amigos da blogosfera”, que perceberam a importância do fortalecimento destas novas mídias. A comissão nacional agradece o apoio:

Amigos da blogosfera
1- CUT
2- Força Sindical
3- CTB
4- UGT
5- Federação dos Comerciários de São Paulo
6- Associação Nacional de Inclusão Digital (Anid)
7- Fundação Maurício Grabois
8- Fundação Perseu Abramo
9- Confederação Nacional dos Trabalhadores nos Estabelecimentos de Ensino (Contee)
10- Federação Única dos Petroleiros (FUP)
11- Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar)
12- Federação dos Servidores no Judiciário Federal
13- Rede Brasil Atual
14- TVT
15- Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
16- Sindicato dos Bancários do Paraná
17- Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região
18- Federação dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação do Rio Grande do Sul
19- Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari/BA
20- Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE)
21- Revista Fórum
22- Assembléia Legislativa do Mato Grosso 23- Blog Viomundo
24- Blog Conversa Afiada
25- Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Norte
26- Associação dos Professores de São Paulo (Apeoesp)
27- Sindicato dos Bancários de Salvador/BA
28- Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe

sexta-feira, 9 de março de 2012

Ecad quer cobrar por vídeos no seu blog

Por Renata Mielli, no blog Janela sobre a palavra:

Era só o que me faltava.... uso esta expressão para não utilizar outra, mais chula que começa com P. O Ecad agora começou a cobrar direito autoral de vídeos musicais publicados nos blogs???????!!!!!!!!!

Que o Ecad é um Escritório Central de Amor ao Dinheiro isso todo mundo já sabe. Eu que já fui casada com um músico sei muito bem o que isso significa.

Mas esta ação extrapolou todos os limites. O argumento do órgão que justifica a iniciativa é que é preciso pagar o direito autoral pela reprodução pública de obra musical.

De acordo com o Ecad, “não existe nenhum trabalho de cobrança de direito autoral focado em blogs e sites, porém, todo usuário que executa música publicamente em site/blog ao ser captado pelo setor responsável do Ecad, pode receber um contato”, justifica a assessoria do escritório. “O blog foi captado em um trabalho rotineiro e recebeu o contato. Como dito anteriormente, caso haja execução pública musical, há obrigatoriedade do pagamento da retribuição autoral”.

A cobrança é mais de meio salário mínimo... R$ 352,00 para cada “retransmissão musical”. E alguém acha que o Chico vai receber um mísero centavo deste dinheiro porque o seu vídeo foi veiculado no blog pessoal de alguém??? Não estamos nem falando de sites ou portais de notícias, estamos falando de um blog!!!!

Estou perplexa!!!!

Para piorar o Ecad já recebe o direito autoral pela “retransmissão musical” depois de firmar acordo com o Google. Ou seja, a cobrança é dupla para a mesma “retransmissão”.

O Ecad está tentando engrossar o caldo da SOPA, isso sim!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Hebe Camargo ficará desempregada?

Hebe, ícone da TV brasileira e da nobre elite "Braba Azul". Segue o texto do Blog do Miro:


Por Altamiro Borges

A crise na RedeTV!, a emissora comandada por dois empresários ambiciosos e exibicionistas, está brava. Saiu hoje no F5, o sítio de entretenimento da Folha:

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Por salário, Hebe ameaça deixar RedeTV!; emissora nega
A apresentadora Hebe Camargo, 81, está bastante descontente com os rumos da RedeTV! e os constantes atrasos de salários que vêm ocorrendo desde o ano passado. Segundo o "F5" apurou, a apresentadora tem dito a amigos que pode largar as gravações de seu programa caso a situação não seja resolvida até o fim deste mês.

Procurada, a direção de Comunicação da RedeTV! negou tudo. "A informação é improcedente. Diferentemente do que diz a nota. ela está feliz com seu programa na emissora.

Ela estaria com ao menos dois meses de salários atrasados. Sua produção foi bastante atingida pela crise da emissora no final do ano passado. A assessoria de Hebe não foi localizada para comentar o assunto.


*****

Vida de sultão dos patrões

Na semana passada, a equipe do programa “Pânico na TV”, responsável por 40% do faturamento em publicidade da emissora, já havia anunciado a sua transferência para a Rede Bandeirantes. Além disso, os humoristas cogitam entrar com processo na Justiça para exigir que os donos da Rede TV! paguem o que estão devendo – segundo cálculos parciais, algo em torno de R$ 5 milhões.

Enquanto a situação dos funcionários da emissora é dramática – nem todos possuem as jóias da apresentadora Hebe Camargo e nem foram contratados por outra empresa –, os patrões da Rede TV! continuam a esbanjar opulência. Segundo apurou o sítio Brasil 247, Amílcare Dallevo, sócio majoritário da emissora, “leva uma vida de sultão” e constrói a maior mansão de São Paulo.

Palácio de 17 mil metros quadrados

“Dois helipontos, 18 quartos, 14 banheiros, duas piscinas e um cinema com capacidade para 50 pessoas. Essas são algumas das características da mansão que o empresário Amílcare Dallevo, dono da RedeTV!, está construindo nas cercanias do condomínio Alphaville 9. O palácio será o maior da Grande São Paulo, com área construída de 17 mil metros quadrados. Uma mansão mais suntuosa do que a do banqueiro Joseph Safra e tão chamativa quanto a que pertenceu ao ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira”.

Num país em que não há qualquer regulação da concessão pública na radiodifusão, os barões da mídia agem como mafiosos. Além da péssima programação imposta aos telespectadores, eles ainda atrasam salários e cometem outros abusos. Quando alguém cogita não renovar uma concessão irregular, eles ainda dizem que é "censura". Eles realmente se acham acima das leis. 

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Cancelado encontro de blogueiros em SC

Depois da rápida pausa de carnaval, este jornalista volta a escrever. Infelizmente foi cancelado o encontro dos blogueiros progressistas em SC, reproduzo abaixo texto do blogueirossc.com.br



"Lamentamos informar que o Primeiro Encontro dos Blogueiros e Twitteiros de Santa Catarina está cancelado por problemas de planejamento e consequente falta de recursos para sua realização.
A ideia, porém, continua de pé. Neste espaço (BlogSC) continuaremos a divulgar blogs do estado e notícias do interesse da população catarinense que não alcançam espaço na mídia tradicional.
Nossa luta por pluralidade de informações e pelo marco regulatório das comunicações continua, assim como a busca por qualidade e honestidade em nossas publicações.
Parceiros são bem vindos, o blog está aberto a colaboradores que queiram participar desta árdua batalha que é combater o pensamento único da mídia e sua relação simbiótica com o poder público catarinense.
Com pesar suspendemos o evento, mas continuamos com o projeto e se tudo der certo, teremos um grande encontro no próximo ano.
Aos inscritos, agradecemos a confiança e entraremos em contato por e-mail para maiores esclarecimentos.
A comunicação é um direito seu, participe desta luta que cresce em todo Brasil pela sua democratização!
Atenciosamente,
Organização #blogprogSC.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Blogueiros progressistas preparam encontro para março

No propósito de debater a democratização da comunicação, ativistas que atuam em meios de comunicação digitais preparam para os dias 09 e 10 de março, em Florianópolis, o I Encontro de Blogueiros e Twitteiros de Santa Catarina.


Nos últimos anos, o movimento pela democratização da comunicação tem tomado corpo, sobretudo com o avanço da internet, um espaço vasto de contraposição a monolítica mídia tradicional.

Santa Catarina realiza o encontro, com suas especificidades, mas nos moldes de diversos outros articulados em todo o Brasil, assim como o Encontro Nacional de Blogueiros que em 2011 realizou sua segunda edição.

O evento deve centrar-se no debate de um novo marco regulatório para as comunicações; na atuação dos movimentos sociais para o enfrentamento dessa pauta política e no fortalecimentos desse segmento que presta um serviço essencial à sociedade brasileira ao desmascarar a mídia conservadora.

Já é possível realizar inscrição no sítio eletrônico do evento. Clica aqui

O Jornalista Canhoto

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Empresas jornalísticas com medo da concorrência

Reproduzo texto da página Observatório da Imprensa, sobre tema de expressa importância democrática.

O Jornalista Canhoto

Por Luciano Martins Costa em 15/02/2012 na edição 681
Comentário para o programa radiofônico do OI, 15/2/2012
Está nas edições de quarta-feira (15/2) dos principais jornais de circulação nacional a informação de que o governo estuda o enquadramento dos sites noticiosos estrangeiros que atuam no Brasil. A questão foi levantada pela Abert – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão – após o anúncio de que o jornal eletrônico Huffington Post planeja lançar uma versão brasileira.
Além do Ministério das Comunicações, também a Advocacia Geral da União deverá emitir um parecer definindo se a internet deve ser considerada um meio jornalístico, assim como jornais, revistas e emissoras de rádio e TV. A intenção do questionamento é enquadrar todos os sites de informações nas regras gerais que disciplinam os meios informativos tradicionais. Dessa forma, o Huffington Post e outros concorrentes de origem externa teriam que se encaixar no limite de 30% imposto ao capital estrangeiro no setor.
O ministro das Comunicações, citado pelo noticiário de quarta-feira, afirma que não irá propor uma mudança na Constituição ou nas leis para acomodar os interesses das empresas estrangeiras. Apenas vai cumprir a lei, a partir de um parecer sobre o que define uma empresa como órgão de comunicação jornalística.
Regulamentação extinta
O ministro adiantou que serão levadas em conta determinadas características do negócio, como a produção de conteúdo noticioso e contratação de jornalistas. Mas há ainda muitas controvérsias a respeito.
O que fazer, por exemplo, com relação às agências internacionais de notícias que mantém correspondentes no Brasil? Esses correspondentes podem ser brasileiros? Podem ser centenas e compor uma grande redação? O que diferenciaria uma grande agência internacional instalada no Brasil de um site jornalístico internacional com uma ou duas redações instaladas em capitais brasileiras e uma dúzia de correspondentes em outras regiões?
Uma dificuldade adicional seria a definição de “jornalista”. Depois de extinta a regulamentação da profissão, com grande participação das empresas jornalísticas tradicionais, teoricamente qualquer pessoa pode ser contratada para as funções de repórter ou editor – como, por exemplo, pesquisador e catalogador de informações em tempo real.
Ignorando a lei
O próprio ministro deu uma ideia da complexidade da questão levantada pela Abert: alguém pode instalar a sede de um jornal eletrônico no outro lado da fronteira, por exemplo, no Uruguai, contratar jornalistas para atuar no Brasil e produzir jornalismo. E não há lei que impeça uma empresa como essa de manter escritórios em São Paulo, no Rio e em Brasília.
Como se vê, não é assim tão simples. As empresas consideradas genuinamente nacionais já tentaram impor a mesma restrição ao portal Terra, controlado pelo grupo Telefonica, até agora sem sucesso.
O ideal seria que toda a regulamentação sobre a propriedade dos meios de comunicação fosse colocada sobre a mesa de debates – para que se cumprissem certos requisitos da lei que sempre foram solenemente ignorados por aqui.
A legislação brasileira sobre radiodifusão, segundo lembra o Globo, é de 1962, quando ainda nem havia televisão em cores. Em 2016, o Brasil vai desligar o sinal analógico da televisão, implantando inteiramente o sistema digital, que expande ainda mais as fronteiras da emissão televisiva. Com o crescimento da base de canais pagos e da internet em banda larga, um número cada vez maior de brasileiros terá acesso a praticamente tudo que se emite pelo mundo.
Ninguém discute a necessidade de atualizar essas normas, mas de uma forma abrangente. Qual era, mesmo, o argumento para limitar em 30% a participação do capital estrangeiro em negócios de comunicação? A defesa da cultura nacional? O que é mesmo a cultura nacional e qual a sua predominância nos canais privados protegidos pela lei?
Para as calendas
Para não tocar em certos pontos de alta sensibilidade, o ministro reitera, em sua entrevista aos jornais, que o governo está retomando as discussões mais amplas sobre o marco regulatório da mídia, mas fez questão de adiantar que “ninguém está discutindo regulamentação de jornais e revistas”.
O tema é delicado justamente porque as empresas brasileiras de comunicação querem uma regulamentação sob medida para preservar os benefícios a que têm direito e tentam manter fora das fronteiras os concorrentes estrangeiros. Mas se negam a discutir questões polêmicas como a propriedade cruzada dos meios ou o controle de emissoras por autoridades públicas através de prepostos.
A consulta da Abert cria nova oportunidade para analisar o setor como um todo, mas isso nunca vai acontecer.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Uma observação sobre a reforma do secretariado de RC

Notícias dessa manhã evocam o desejo deste jornalista de dedilhar. As mudanças no Governo Raimundo Colombo não alteram a lógica da política projetada em oito anos de LHS. Muda a forma, mas o conteúdo permanece.

Vejamos. A pasta da comunicação foi dirigida por Derly da Anunciação desde os primórdios do Governo LHS até a nova reforma do secretariado em curso. Derly, na dança das cadeiras, ascendeu para a Casa Civil. Sob a égide de RC, Ênio Branco assume a comunicação.

Na sequência, o jornalista Cláudio Thomas, ex-editor chefe do DC, é convidado para assumir a Diretoria de Imprensa. Se Thomas aceitou, não sei. O fato é que, coincidência ou não, ambos, Derly e Thomas foram nomes fortes da RBS, empresa que monopoliza o setor de radiodifusão e jornalismo impresso em SC.

Estranho pensar que a RBS tem seu braço no Governo Estadual?  Não sei, mas dizem por aí que a imprensa é uma voz isenta em nosso país...


O Jornalista Canhoto